Memorial Padre Coriolano

MEMORIAL PE. CORIOLANO

Por; José Valdir Gomes Bezerra Professor

Coriolano Holanda Cavalcante, nascido a 27 de dezembro de 1912, no município de Cascavel, foi ordenado padre da Igreja Católica Apostólica Romana por D. Manoel da Silva Gomes, que o provisionou como pároco da freguesia de Nossa Senhora da Conceição, em Guarany, atual Pacajus, a 04 de fevereiro de 1940. Aqui permaneceu até 1976, provisionado como pároco, quando afastou-se da direção da paróquia, por motivos de saúde. Permaneceu residindo em Pacajus em sua residência, situada na Rua Manoel de Sousa Falcão, no Centro de nossa cidade. Anexo à sua casa, edificou pequena capela, onde celebrava santa missa todos os dias. Faleceu dia 27 de dezembro de 1993, tento sido sepultado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, ao lado da igreja matriz.

O MEMORIAL PADRE CORIOLANO

Presta uma justa homenagem histórica a ele por seus quarenta anos como pároco d Pacajus, e por sua relevância para a vida sócio política-econômica de nossa cidade. Homer: devoto às coisas da igreja e do povo em geral. Padre Cori, como ficou carinhosamente conhecido por seus paroquianos, tem neste local espaço reservado à perpetuação de sua memória e útil à motivação das gerações futuras, como exemplo de uma vida inteira dedicada à concretização de seus ideais, por mais ousados que possam parecer ao juízo da história, e de firmeza em suas convicções. Visitante, desfrute, da melhor forma possível, das dependências deste memorial, que foi pensado, planejado e executado como uma das mais justas homenagens a uma das grandes lideranças da vida da História da Igreja, e de toda a vida do povo de Pacajus.

Visitação:
As Quintas-Feiras

Agendamento:
E-mail: secretaria@paroquianossasenhoradaconceicao.com
Tel. 85 9675-1356
Endereço
Rua Poeta Pedro Cesário, 240 A – centro
Pacajus – Ceará

O Porque do Memorial

Pe. Francisco Adair Ramos de Abreu
Tive a graça de conhecer pessoalmente Pe. Cori no final da década de oitenta, quando eu era seminarista e visitava Pacajus nos meses de férias. Na ocasião, era pároco da paróquia o Pe. Airton Pompeu, que, por sinal, por ciúmes ou porque Pe. Cori ainda tivesse influência na vida paroquial, falava mal do primeiro pároco residente em Pacajus. Quando cheguei em Pacajus no ano de 2008, comecei a escutar as histórias do antigo padre, sua influência nas diversas áreas da vida da população pacajuense, e isso foi encantando-me e despertando em mim um desejo de perpetuar essas histórias e manter viva essa memória para o bem das gerações futuras, que devem conhecer suas raízes e origens. Embora perceba que aqueles que não comungavam com os mesmos ideais do Padre tenham tentado apagar essa memória, inclusive no estabelecimento de ensino que leva o seu nome. Que não tem nada que relembre aquele que é patrono da escola. Encantei-me com o empreendedorismo e a perspicácia do Pe. Cori que, naquela época de escassos recursos, foi capaz de construir uma matriz tão bem arquitetada, de porte tão grande e numa área que se tornaria o centro da cidade. Pensou longe aquele homem de Deus. Ficava imaginando de onde arranjou tanto dinheiro para construir uma obra tão imponente como nossa matriz. Só depois fui entender que aquele sacerdote era o único herdeiro de uma família de boas condições financeiras e que aqui, possivelmente, gastou toda a sua herança em prol do bem comum. Depois, deparei-me, na Igreja Mãe, com objetos de uso pessoal daquele que se encantou pela cidade, e quis vir trabalhar e servir a Deus e ao povo nessa localidade. Diante de tudo isso, e do desejo de algumas pessoas que gostariam de ver um espaço onde se pudesse ler e contar parte da história viva deste povo, tomei a iniciativa de propor para a comunidade paroquial, através dos nossos conselhos, a ideia de um memorial onde pudéssemos reunir objetos, escritos, lembranças daquele que foi primordial para o desenvolvimento da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e da Cidade de Pacajus. Acho, inclusive, que o Padre Cori era para ter sido sepultado nas dependências da própria Igreja Matriz. Esse era meu desejo: trazer seus restos mortais e criar um espaço junto ao Menino Jesus. Acredito que isso não aconteceu por limitação do pároco da época, ou por ciúmes, como falei antes. Morreu sem nada, sem muita assistência da comunidade, e foi sepultado em túmulo emprestado, identificando-se ao Mestre Jesus de Nazaré, a quem ele doou toda a sua vida.