As decisões finais da XIV Assembleia Geral da CNBB, realizada em Itaici – SP redigidas no documento: “Estudos da CNBB nº 8 – Pastoral do Dízimo, recomenda:
O Catecismo da Igreja Católica prescreve que o Batismo nos faz membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo nos incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da Nova Aliança. Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus. O catecismo da Igreja Católica recomenda: “O Santo Batismo é o fundamento de toda vida cristã, por ele nos tornamos filhos de Deus, membros de Cristo e somos incorporados a Igreja e participantes de sua missão.”
Mais recentemente, em Aparecida, os Bispos reunidos em assembleia reafirmaram que a nossa grande tarefa é proteger e alimentar a fé do povo e recordar aos fiéis desse continente que, em virtude do seu Batismo, são chamados a ser discípulos missionários de Jesus Cristo (doc. nº 10). Suscitaram também que a Igreja na sua dimensão comunitária intrínseca, deve refletir o mistério da Santíssima Trindade. Essa dimensão especial tem sido vivida de diversas maneiras ao longo dos séculos. A Igreja é comunhão. As Paróquias são células vivas da Igreja.
É a luz desta “Igreja comunhão” e das comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus Cristo, que a equipe da Pastoral do Dízimo tem a missão de conscientizar todo o cristão batizado, da sua pertença e corresponsabilidade na manutenção de sua Igreja.
Fundamentação Doutrinal
De acordo com o projeto de Deus, apresentado nas Sagradas Escrituras, Jesus Cristo é a fonte da plenitude humana. Todas as coisas foram criadas nele (Col 1,19; Ef 1,22).
Jesus vem realizar plenamente a Aliança de Deus com a humanidade. Em Jesus Cristo, Deus acolhe definitivamente a humanidade no seio de seu projeto de amor, querido desde toda a eternidade. Este projeto acontece, não de maneira abstrata, mas na comunhão viva da comunidade dos reconciliados.
O povo de Deus resgatado por Jesus Cristo na Nova e Eterna Aliança, vai constituir a Igreja. Este novo povo de Deus é um povo peregrino, está a caminho: “Nós não temos aqui uma cidade permanente, mas buscamos a cidade futura” (Hb 13,14).
A Igreja é o novo povo de Deus reunido pelo Espírito Santo a fim de tornar-se o Corpo de Cristo, a serviço do Reino da Vida no mundo. O Espírito Santo habita no coração dos fiéis como num templo. Ele ora nele (Gal 4,6) e os renova sem cessar (Tt 3,5). O Espírito Santo está presente na Igreja em todas as dimensões, em todas as formas de sua existência e em todos os momentos. A Igreja não pode apoderar-se do Espírito Santo, mas abrir-se humildemente à sua vinda e a seus apelos.
Ser dizimista numa comunidade paroquial é, antes de tudo, uma graça, um privilégio. Não se trata apenas de uma obrigação pecuniária, de um dever, mas deve ser assumido como um apelo do Espírito Santo que, agindo no cristão, faze-o consciente de sua pertença à Igreja, comunidade de fé. É devolver para a comunidade, aquilo que já se recebeu anteriormente de Deus.
Significado do Dízimo
O significado literal da palavra dízimo é dez por cento. Porém muito mais que uma expressão aritmética, o que vale é a fidelidade a Deus e a consciência de pertença e responsabilidade na manutenção de uma comunidade.
O dízimo é um ato comunitário. O oferecimento do dízimo não deve ser o alívio de um peso obrigatório nem é uma negociação com Deus. Dízimo é um verdadeiro ato de fé, de gratidão e amor a Deus e ao próximo. É reconhecimento do senhorio de Deus em nossa vida. É obediência a seu mandamento. É pedagogia divina que ensina a organizar e gerir as nossas finanças.
Dízimo é a atualização da dinâmica das primeiras comunidades cristãs, fiéis aos ensinamentos dos apóstolos, quando colocavam seus bens em comum, para que todos tivessem o necessário (At 2, 44).
Dízimo é o ato de buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça. É uma vitória do desapego aos bens materiais, contra o acúmulo, a avareza, o egoísmo e a falsa segurança.
Dízimo é uma oração silenciosa que atinge profundamente o coração de Deus. É uma das formas de dizer: “Obrigado Senhor, pois se tenho é porque já me deste”. Portanto, antes de ser partilha o dízimo é ação de graças.
Significado da Oferta
Oferta e dízimo não são a mesma coisa. Dízimo é um compromisso assumido com a comunidade, devolvendo a cada mês uma parte dos rendimentos. Oferta é um gesto espontâneo, dado quando possível, sem a necessidade de valor fixo, mas de acordo com nossa consciência, que fazemos durante o ofertório nas celebrações.”
A oferta é uma recomendação bíblica que remonta no Antigo Testamento, no livro do Êxodo, “O Senhor disse a Moisés: diga aos israelitas que me façam uma oferta; e vocês aceitarão essa oferenda de todos os que generosamente oferecerem para mim” (Ex 25, 1 – 2). A oferta é uma manifestação externa que deve estar em sintonia com nosso desejo, para que seja agradável a Deus. Os primeiros cristãos, quando se reuniam em torno dos apóstolos para celebrar a Ceia do Senhor, sentiam necessidade de trazer as suas ofertas como expressão: de ação de graças ao Senhor; de fé e confiança na Providência Divina; de solidariedade para com os irmãos.
A Igreja de hoje, Povo de Deus a caminho do Pai, deve resgatar e atualizar as piedosas tradições da fundação da Igreja, para que ela continue celebrando e anunciando a Boa Nova. Em todas as celebrações eucarísticas há o momento do ofertório, Deus aceita em primeiro lugar o ofertante, para depois aceitar a sua oferenda.
Além das ofertas que fazemos nas missas, a Igreja solicita nossa generosidade em determinadas ocasiões, para as seguintes destinações: 1 – Campanha da Fraternidade; 2 – Lugares Santos (sexta-feira santa); 3 – Óbolo de São Pedro (último domingo de junho); 4 – Seminários diocesanos (último domingo de agosto); 5 – Missões (terceiro domingo de outubro); 6 – Campanha de evangelização (primeiro domingo do advento).
Dízimo e oferta se complementam e são a base de sustentação financeira de uma comunidade fiel, organizada e evangelizadora.
Finalidade do Dízimo
Evangelizar é dever de todo o cristão batizado e o dízimo possibilita esta evangelização, sendo sua principal missão e finalidade.
O diretório da Arquidiocese de Curitiba afirma no seu artigo 400: ”O dízimo deve fazer parte da vida cristã servindo às paróquias e, com ele, devem se suprir as despesas ordinárias, materiais e pastorais, contemplando as dimensões religiosa, social e missionária”.
Secretaria Paroquial
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